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Mundial’2026
That’s the end

Terminou a aventura portuguesa na América. De uma forma cruel e frustrante, mas irrevogável, por ter sido já em período de descontos quando o prolongamento estava à vista. Portugal caiu de pé e regressa a casa após ter sido derrotado pela Espanha, com um golo solitário que fez toda a diferença numa competição em que os detalhes são cruciais. Esta geração merecia, e merece, mais. Mas mais uma vez “that’s the end”.

 

Era um jogo de oitavos de final mas (em função do segundo lugar luso na fase de grupos) com contornos de uma final em função dos contendores, dois candidatos à conquista deste Mundial, um mais do que outro é certo, Espanha, que na sua história contabiliza um Campeonato do Mundo e quatro títulos europeus. Respeito mútuo foi o que se observou, com as forças a equilibrarem-se durante praticamente todo o jogo, particularmente na primeira parte, onde surgiu João Félix, que assumiu um compromisso de ajuda defensiva notável.

 

Diogo Costa voltou a ter papel fundamental, como a dupla defesa a remates de Lamine e de Baena, esta última extraordinária, ou a outra, com o pé, a remate de Olmo ou a estirada a livre de Yamal. Mas João Cancelo, João Félix, Cristiano Ronaldo (por duas vezes) ou Nuno Mendes (à trave, após desvio de Porro) também colocaram a selecção espanhola em alerta.

 

O jogo cauteloso voltou para a segunda parte, mas com muitos passes errados e muitas bolas divididas de parte a parte. Nuno Mendes teve de sair por lesão, o jogo pausado manteve-se até à pausa para hidratação e foi a partir deste período que, já com a dança das substituições, Portugal sofreu a maior crueldade da história deste jogo: 90+1’, prolongamento à vista, um livre, um passe entre linhas de Ferran Torres, a desmarcação do recém-entrado Merino e o golo que acabaria com o sonho de ir longe no Mundial. Não deu Portugal. Deu frustração, tristeza e lágrimas.