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Mundial’2026
Portugal entrou ao pé-coxinho

Portugal empatou a um golo com o Congo e iniciou a sua participação no Mundial que decorre na América do Norte ao pé-coxinho. Ninguém diria, depois de João Neves ter colocado a equipa das quinas na dianteira do marcador numa fase ainda inicial do jogo. Mas depois o Congo escreveria a sua própria história mesmo em cima do intervalo, com o primeiro golo de sempre em fases finais de Mundiais. E a narrativa desta estreia não voltaria a ser alterada. A procissão ainda vai no adro, é certo, mas foi um tropeção inesperado. “Houston, we’ve had a problem”.

 

Já se sabia o que esperar deste Congo, da sua fisicalidade, da sua linha de cinco defesas, da sua capacidade de sofrer para depois tentar dar uma ou outra estocada. Por isso o fantástico golo de cabeça de João Neves a cruzamento tirado a régua e esquadro de Pedro Neto logo aos 6 minutos significava a abertura da caixa-forte e o que se julgava ser o clique perfeito para uma vitória tranquila, sem sobressaltos e segura por parte de Portugal. Mas não.

 

Até à pausa para hidratação (23’) Portugal até começava a mostrar por que razão é apontado como um dos candidatos. Mas depois dessa primeira paragem técnica tudo mudou, mais ainda quando, no último lance da primeira parte, sofreu o empate, por Wissa, concluindo de cabeça o segundo canto consecutivo que o Congo, cada vez mais confortável, conseguira. A muita posse de bola, mas inconsequente, intensificou-se na segunda parte e nem mesmo as alterações introduzidas mudaram o marcador, assistindo-se, na parte final, a uma sucessão de cruzamentos que acabaram por não dar em nada e com o Congo a somar, no total, mais remates do que os portugueses.

 

O jogo que se segue será no dia 23, frente ao Uzbequistão (18h00), esperando-se que, dessa vez, não haja nenhum “problem” em Houston.