Qualificação para o Mundial’2022 do Qatar
Portugal com nota técnica e artística

Foi com elevada nota técnica e artística que Portugal somou, em Baku, o seu 13º ponto do Grupo A de qualificação para o Mundial’2022 do Qatar. Foram três golos sem resposta diante do Azerbaijão, podiam ter sido muitos mais, e até houve momentos de brilhantismo, como a delícia do remate de Bernardo Silva com a parte exterior do pé esquerdo que abriu as portas à mais bem conseguida exibição colectiva desta fase de qualificação. André Silva e Diogo Jota também assinaram o ponto.

 

A equipa portuguesa soube transformar um jogo que se antevia complicado em simples e eficaz, graças à capacidade de circulação de bola, à inteligência e à intensidade que todos depositaram neste desafio, que não tinha o capitão recordista mundial Cristiano Ronaldo, a cumprir um jogo de castigo por acumulação de cartões amarelos. A capacidade/facilidade de ocupação de espaços, de recuperação e de construção do incrível João Moutinho, aliado à aptidão de passe de Bruno Fernandes e à irreverência e profundidade de João Cancelo e Diogo Jota fizeram com que Portugal fosse invariavelmente uma equipa incisiva e pressionante, mas paciente e sempre na procura do golo.

 

A obra de arte foi pintada pela parte exterior do mágico pé esquerdo de Bernardo Silva, aos 26’, um golo soberbo que desbloqueou o eixo defensivo do Azerbaijão. Somar-se-iam mais dois: André Silva, novamente a passe longo de Bruno Fernandes para assistência de Diogo Jota, fez o segundo cinco minutos depois e Diogo Jota (que não pede licença a ninguém para atirar à baliza e que à sua conta teve cinco remates) fechou a contagem já na segunda parte (75’), com um cabeceamento a cruzamento de João Cancelo. No total, foram 22 remates (7 à baliza) contra 5 dos azeris (nenhum à baliza). Esmagador.

 

A próxima jornada realiza-se a 12 de Outubro, com Portugal a receber o Luxemburgo.