Liga das Nações
Nota artística e com Cancelo, Ramos, Vitinha e Félix a golearem
Terceira jornada da Liga das Nações, terceira vitória consecutiva de Portugal, que em Copenhaga, diante da Dinamarca, até já teve momentos merecedores de nota artística elevada. João Cancelo, Gonçalo Ramos, Vitinha e João Félix foram os marcadores de serviço, num jogo em que a equipa portuguese se deixou empatar por duas vezes, conseguindo, porém, colocar-se sempre na frente do marcador. 4-2 foi o resultado que permite a Portugal estar com um pé e meio na próxima fase para defender o título que detém.
Porque a gestão do esforço é essencial neste tipo de competição ao sprint, Jorge Jesus introduziu três alterações em relação ao que acontecera com a Noruega, ou seja, João Félix, Palhinha, João Neves e Francisco Conceição (este lesionado) deram lugar a Rúben Neves, Bruno Fernandes, Vitinha e Rafael Leão. E sem Cristiano Ronaldo na comitiva, dado que abandonou, na véspera, o estágio da seleção.
Pressão muito alta de Portugal, bom jogo colectivo e boas iniciativas combinativas. João Cancelo abriu as hostilidades aos 13’, depois de uma excelente combinação com Gonçalo Ramos (que antes atirara ao poste). A Dinamarca empatou aos 23’, graças a um remate indefensável, em arco, de Damsgaard, mas Gonçalo Ramos, dois minutos depois, encarregou-se de colocar novamente a equipa portuguesa em vantagem, em mais um lance de nota artística elevadíssima, desta vez entre Bruno Fernandes e o pistoleiro, que combinou de calcanhar e finalizou com o pé esquerdo. Dois golos em dois jogos numa bela exibição do avançado.
Liderar a estatística da posse de bola não é sequer uma prioridade nesta nova dinâmica da equipa (45% contra 55% da Dinamarca), mas criar oportunidades é, e aí Portugal teve 19 (contra 12), dez deles enquadrados (contra apenas três dos anfitriões). E foi assim que a equipa portuguesa marcou mais dois. Aos 67’, por Vitinha, o génio pensador de jogo, naquele que seria o seu primeiro golo de escudo ao peito e também o primeiro de cabeça da carreira (excelente o passe de Bruno Fernandes); e aos 87’ pelo recém-entrado João Félix, que desta forma marcou em todos os jogos desta fase. Mas este merece ser visto, revisto e explicado. Não apenas pela finalização, mas também, e principalmente, pela grande, enorme, jogada colectiva, que durou mais de um minuto, com Portugal a fazer passar a bola pelos 11 jogadores – sim, 11, porque Diogo Costa também participou –, atraindo o adversário, criando espaço, saindo da pressão e com a variação de velocidade a ser imprimida, inicialmente, pelo magnifico passe de trivela de Rúben Neves e de seguida pelo sprint de Dalot, cujo passe encontrou a melhor finalização de João Félix (três golos em três jogos). Absolutamente fantástico.
Vitória justa e competente da equipa portuguesa, que domingo volta a encontrar a Noruega, desta vez no Estádio do Dragão, mas já com uma folga pontual considerável. Portugal lidera com 9 pontos, mais seis do que as três outras equipas do Grupo A4. Isto que dizer que a próxima fase da Liga das Nações está já ali, ao virar da esquina.



