Lisboa, 11/10/2019 - A Selecção Portuguesa de Futebol recebeu esta noite a sua congénere do Luxemburgo no Estádio de Alvalade, em jogo a contar para a 6ª jornada do Grupo B, da Ronda de qualificação para o Europeu 2020.
Cristiano Ronaldo
Foto Gestifute Media/ Jorge Monteiro

Qualificação para o Euro’2020
De lhe tirar o chapéu

Foram três golos, poderiam ter sido mais, mas o essencial (vitória) prevaleceu sobre o acessório (goleada mais expressiva). Quer isto dizer que Portugal fez o que tinha a fazer diante de um Luxemburgo a léguas de se exprimir através do vulgo chutão e deu um passo mais em direcção ao apuramento directo para o Euro’2020. Bernardo, o mágico, foi a chave que abriu a fechadura de uma vitória (que viria a ser fechada pelo recém entrado Gonçalo Guedes) à qual Cristiano Ronaldo lhe tirou um majestoso chapéu, com um golo admirável que o coloca a um do número redondo 700 da carreira, continuando a encurtar distâncias para o Ali Daei (faltam 16 para ultrapassar o iraniano).

 

Talvez movido pelo calafrio sentido na jornada anterior com a Lituânia, o alerta de Fernando Santos na véspera parece ter surtido efeito, porque a selecção nacional apresentou-se no repleto Estádio de Alvalade com uma bela dinâmica, daí resultando frutos logo aos 16’, com Bernardo Silva, após um grande trabalho de Nélson Semedo, a inaugurar o marcador. Curiosamente, a equipa esmoreceu e só na segunda parte a boa circulação de bola e o ataque à profundidade voltaram ao jogo de Portugal, com uma sucessão de oportunidades (foram 22 remates) que podiam ter resultado em goleada.

 

O Estádio de Alvalade seria o palco ideal para o golo 700 da carreira de Cristiano Ronaldo (e que recepção teve o capitão da selecção), mas os quase 50 mil espectadores aplaudiram apenas o golo 699, que até podia valer por dois, tal a execução primorosa do chapéu aplicado a Moris. O melhor do Mundo tentou de todas as formas e feitios e até de penalti podia ter acontecido se o árbitro tivesse visto o derrube que sofreu aos 75’. Ficou-se pelo golo 94 ao serviço da selecção e o 699 da carreira. Números extraordinários de um jogador de outro planeta.

 

O jogo não terminaria sem que Portugal reforçasse a vantagem, por Gonçalo Guedes, no aproveitamento de uma série de ressaltos após um canto, mantendo a selecção nacional na rota do apuramento directo. O encontro com a líder Ucrânia (16 pontos, mais cinco do que Portugal, mas com mais um jogo disputado) é já na segunda-feira e será uma espécie de prova dos nove. Em caso de vitória, e se a Sérvia não ganhar à Lituânia, o campeão europeu em título até poderá carimbar o passaporte para uma competição que não falha há oito edições, sete delas consecutivas.