foto pt x servia

Qualificação para Euro’2020
De empate em empate… até à vitória final

Os arranques de qualificação ao pé coxinho não são novidade. Não o foram no passado, não o são no presente. Mas verdadeiramente singular é a quantidade de oportunidades que acabam por não resultar. Se na primeira jornada, que ficou a zero, foram 17 remates contra 6 da Ucrânia (8/1 à baliza), nesta segunda-feira, que terminou com um golo para cada lado, foram 28, sim 28, contra 9 da Sérvia (5/3 à baliza). Irritante e frustrante, é um facto, mais a mais quando ficam por assinalar grandes penalidades claras, neste caso já assumida a mea culpa por parte do árbitro Szymon Marciniak, que numa primeira instância apontou para a marca de penalti quando a bola cabeceada por André Silva foi cortada pelo braço de Rukavina e depois alterou erradamente a decisão por indicação do seu auxiliar. Irritante e preocupante ainda quando se perde Cristiano Ronaldo ainda na primeira parte, por lesão. Mas Portugal já nos habituou a isto e por isto entenda-se inícios periclitantes. E, a crer no histórico, então tudo aponta para que seja de empate em empate… até à vitória final.

 

Portugal, que apresentou um meio-campo com Danilo, William e Rafa e colocou Dyego na frente de ataque, até podia ter chegado à vantagem ao minuto 4 por William, mas viu-se a perder logo de imediato (7’), com uma grande penalidade a castigar um atropelamento de Rui Patrício a Gacinovic, que Tadic converteu. Antes da lesão, Cristiano Ronaldo viu o guarda-redes Dmitrovic brilhar na Luz (fantástica defesa a não menos fantástico remate), que repetiria a façanha a remate de Rafa. Foi já no banco que o melhor do mundo (rendido aos 31’por Pizzi) viu Danilo arrancar um pontapé fenomenal de meia-distância, que repôs justiça no marcador.

 

Com tudo empatado, a segunda parte foi um festival de golos perdidos. Bernardo abriu o livro e transformou-se num diabo à solta na Luz, com a Sérvia cada vez mais a ser empurrada e asfixiada, mas sem que o caudal ofensivo resultasse no tal golo que colocasse um ponto final à malapata. Poderia ter sido com o penalti, mas não, o árbitro decidiu bem, mas foi mal aconselhado. Foi construir, construir, contruir, rematar, rematar, rematar até ao apito final. Em Setembro há nova rodada. Para ajustar contas.

 

Finalizada a segunda jornada, Portugal ocupa a terceira posição do Grupo B, com dois pontos, menos dois do que a líder Ucrânia, que foi vencer o Luxemburgo (segundo classificado), por 2-1. A Sérvia está no quarto lugar, com um ponto, e a Lituânia no último, ainda sem pontuar. Estas duas equipas têm menos um jogo.