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Real repetiu vitória de há dois anos sobre Atlético, desta vez nos penáltis
Undécima pelos pés de Cristiano Ronaldo

Dois anos depois, os mesmos protagonistas, idêntico desfecho, igual dramatismo. A final 2016 da Champions League consagrou o Real Madrid, que levou para casa a undécima, que é como quem diz, o seu 11º troféu na prova mais importante do futebol europeu no que a clubes diz respeito. Desta vez, porém, a decisão arrastou-se às grandes penalidades. Juanfran falhou; Cristiano Ronaldo não e foi dos seus pés que saiu a decisão do derby, já clássico, madrileno. Tiago (que esteve no banco), Filipe Luís, Saul e companhia voltaram a chorar, agora em Milão.

 

Entrou melhor a equipa de Zidane e Sergio Ramos, o herói de há dois anos, confirmou-o, colocando o Real em vantagem. Oblak foi evitando ao longo de toda a primeira parte males maiores, mas papéis inverteram-se na segunda parte e o Atlético – que até se deu ao luxo de falhar uma grande penalidade (Griezman atirou estrondosamente à trave) – foi empurrando o adversário e depois de várias ameaças chegou mesmo ao golo do empate, por Carrasco.

 

O prolongamento confirmou-se, tal como os problemas físicos do Real Madrid naquela quente noite de Milão, mas mesmo assim foi quem mais perto esteve do golo, primeiro por Cristiano Ronaldo e de seguida por Lucas Vásquez. O Atlético já só pensava nas grandes penalidades e estas chegaram mesmo. Um a um, todos mostraram frieza e pontaria no momento da verdade. Todos menos Juanfran, que atirou à barra. Seria o 4-4, mas não foi. O último e decisivo pontapé pertenceu a Cristiano Ronaldo, que mais tarde confessaria “ter tido uma visão”, daí ter pedido para ser o derradeiro a encarar Oblak. E assim foi. Não falhou. E deu o 11º troféu ao Real Madrid. Foi a loucura. De um lado a alegria contagiante de Pepe, James, Cristiano Ronaldo e companhia; do outro a frustração e desespero de Filipe Luís, Saul, Tiago e demais companheiros. Tão perto e tão longe uma vez mais. A praça Cibeles voltou a vestir-se de branco, festa prolongou-se até domingo e à recepção no Santiago Bernabéu.

 

Cristiano Ronaldo, que fechou a competição com 16 golos, sendo pela quarta época consecutiva o melhor marcador da Champions, passou a ser o único português com três Ligas dos Campeões no currículo: 2008 pelo Manchester; 2014 e 2016 pelo Real. Imediatamente a seguir, com duas, está Pepe.