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Euro’2016
Sorte, onde andas tu?

Duas bolas no poste, uma de Nani, outra de Cristiano Ronaldo (de penalti), uma avalancha de oportunidades, 23 remates contra 3 do adversário, domínio absoluto durante todo o jogo e o resultado? Novamente um frustrante e injusto empate, a zero, desta vez diante da Áustria, e com João Moutinho a ser eleito o homem do jogo. Sorte, onde andas tu? Sim, porque embora se costume dizer que no futebol não justiça nem injustiça, desta vez sim, também foi uma grande infelicidade a ineficácia de Portugal. Como disse Fernando Santos no final, teremos de jogar a final mais cedo, não no dia 10 de Julho, mas já na próxima quarta-feira, com a Hungria, que lidera o Grupo F, com 4 pontos, depois do empate com a Islândia. Portugal depende apenas de si próprio. E isso é bom.

 

Um festival de oportunidades perdidas, assim se resumem os 90 minutos do jogo da segunda jornada do Euro’2016, e continuamos a ser a equipa com mais remates e com mais posse da competição… Com William Carvalho no lugar de Danilo e Quaresma por troca com João Mário, Portugal apresentava uma frente de ataque de respeito e os resultados, que não frutos, porque a Áustria não era a Islândia e os espaços que se adivinhavam permitiam a mudança do esquema táctico.

 

Depois do calafrio inicial (3’), com Harnik a cabecear ao lado, começou a avalancha portuguesa. Nani (6’, 12’, 29’), Vieirinha (13’) ou Cristiano Ronaldo (22’, 38’) faziam antever o golo que nunca viria a acontecer, por muito que mais do mesmo se verificasse na segunda parte, com os expoentes naquela bomba de Cristiano Ronaldo (55’) e no cabeceamento espectacular do capitão (56’), que o guarda-redes, em ambas as situações, fez questão de brilhar. E quanto à defesa portuguesa, bom, Ricardo Carvalho é como o vinho do Porto, quanto mais maturado melhor.

 

Já com João Mário em campo no lugar de Quaresma, Cristiano Ronaldo (que passou a ser o mais internacional de sempre, com 128 jogos) sofreu falta na grande área, estávamos a 12 minutos do final, e o exuberante Parque dos Príncipes preenchido de portugueses, exultou. Era agora. Mas a sorte, essa mesmo que não se tem aliado aos 15 milhões de expectantes e ambiciosos adeptos lusos, voltou a fazer caretas. A bola foi cuspida pelo poste direito e o destino do jogo estava traçado, ainda que o mesmo Cristiano tenha mesmo marcado (86’), mas em posição irregular. Rafa, que entrara aos 88’, tentou dar uma sapatada mais no jogo, mas não havia tempo para mais. Portugal está fadado a sofrer, mas depende unicamente de si e vai conseguir.

 

Portugal é, agora, terceiro do Grupo F, com dois pontos, enquanto a Hungria lidera com quatro, e a Islândia ocupa o segundo lugar, com dois pontos. A Áustria é a última, com um ponto.