Portugal afastado da final da Taça das Confederações
Lotaria sem sorte grande

A sorte grande, desta vez, escapou a Portugal na lotaria das grandes penalidades e por isso vai somente disputar o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares da Taça das Confederações, marcado para domingo.

 

Os primeiros 20 minutos da meia-final de Kazan foram de Portugal e pena foi que aquela jogada de Cristiano Ronaldo aos 7’ e o subsequente remate de André Silva tivesse sido bloqueado pelas pernas daquele que viria a ser o herói do Chile, o guarda-redes Cláudio Bravo. Ao domínio inicial e dinâmica do campeão da Europa respondeu o campeão sul-americano, passando a assistir-se a um jogo tão equilibrado quanto o resultado o espelhou no final dos 90 minutos regulamentares.

 

Este foi também o mote do prolongamento, com excepção do minuto 119’, quando Vidal primeiro e Rodriguez depois rematam consecutivamente ao poste e à barra da baliza de Rui Patrício. Portugal tinha a estrelinha de campeão, pensou-se, o que sugeria bom augúrio para as grandes penalidades que definiriam o primeiro finalista da Taça das Confederações. Mas não. A sorte não quis nada com Portugal. Ricardo Quaresma, João Mourinho e Nani, heróis de um passado recente, não foram felizes porque Cláudio Bravo não o permitiu; Vidal, Aranguiz e Alexis Sanchez, por seu lado, não falharam. 3-0 para o Chile, que assim está com presença assegurada na final. Portugal, que tem a cabeça bem erguida, vai agora discutir o terceiro e quarto lugares da prova.