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Taça das Confederações
Goleada com vista para as meias-finais

Portugal ultrapassou a fase de grupos da Taça das Confederações no primeiro lugar graças à goleada imposta à Nova Zelândia (a mais volumosa da prova), que lhe assegurou a presença nas meias-finais da prova. Cristiano Ronaldo – que fez o plano nesta fase, três jogos para igual número de distinções para melhor em campo –, Bernardo Silva, André Silva e Nani foram os autores dos golos de um jogo que teve duas más notícias: o cartão amarelo visto por Pepe, que o impede de jogar na próxima quarta-feira, e a lesão de Bernardo.

 

As valências desiguais entre neozelandeses e portugueses eram um dado adquirido em teoria mas também na prática, pese a apatia do campeão da Europa nos primeiros 20 minutos de jogo, que até viu o adversário mais tempo na sua grande-área, atrevido, embora sem consequências de maior. Mas à medida que o tempo foi passando a superioridade de Portugal veio naturalmente à tona na nave de São Petersburgo, como ao de cima surgiu a qualidade e aptidão do melhor jogador do Mundo em transformar cada remate em oportunidade. Assim foi aos 24’ (óptima defesa de Marinovic a cabeceamento de Cristiano Ronaldo), assim foi aos 26’ (bola na trave saída da cabeça do capitão), até que aos 33’o inevitável aconteceu, com Danilo a ser derrubado na área e CR7 a converter exemplarmente a grande penalidade. O seu segundo na Taça das Confederações e o 75º com a camisola das quinas, que o coloca no segundo lugar da lista dos melhores marcadores de sempre, apenas atrás de Puskas (84 golos). A resistência acabara.

 

Com cinco alterações na equipa porque rotatividade não pode ser palavra vã numa competição com jogos disputados no espaço de três dias – Nélson Semedo, Eliseu, Danilo, João Moutinho (100 internacionalizações) e Ricardo Quaresma -, acabou por ser Bernardo Silva a aumentar a vantagem antes do intervalo, a passe de Eliseu, mas com o senão da lesão no pé que o afastou da segunda parte. Pizzi estreava-se nesta Taça das Confederações, Portugal continuava a ser dono e senhor do jogo, Ricardo Quaresma a participar em todas as situações de perigo (inclusive nos golos), e mais dois tiros certeiros solidificavam o primeiro lugar do Grupo, primeiro por André Silva aos 80’ (já sem Cristiano Ronaldo em campo, também com direito a preservar a sua condição física) e por Nani, já em período de compensações, ele que tinha precisamente tomado posse da braçadeira de capitão.

 

O México, que derrotou a anfitriã Rússia, foi segunda classificada do Grupo A e é a outra equipa apurada para a fase a eliminar da prova. Resta aguardar por Chile e Alemanha para se definirem os adversários de portugueses e mexicanos.