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Gala da FIFA para os melhores de 2016
Cristiano Ronaldo, The Best

Abriu um largo sorriso, deu um beijo à namorada, ergueu o punho direito, abraçou o presidente da FIFA Gianni Infantino, beijou o troféu e deixou escapar um deleitado “Coisa linda!” à obra da artista croata Ana Barbic Katicic, inspirada na Taça do Campeonato do Mundo. Cristiano Ronaldo é o melhor do Mundo ou o The Best, nome do prémio instituído pela FIFA, que agora volta a caminhar sozinha depois da parceria com a revista France Football que vigorou nos últimos seis anos. O internacional português soma o seu quarto título como o melhor que este Mundo conhece e também ficará para sempre na história como o primeiro a vencer nesta nova fórmula de prémios do organismo que tutela o futebol mundial e que inovou também em ter como apresentadores a atriz americana Eva Longoria e o apresentador de televisão alemão Marco Scheryl.

 

Sem dúvidas acerca do desfecho, admitido pelo próprio, Cristiano Ronaldo exprimiu toda a sua felicidade pelo reconhecimento “de quem não é cego” e assistiu ao esplendoroso ano de 2016, que continua a considerar “o melhor” da sua carreira, graças à Champions League conquistada com a camisola do Real Madrid (na qual marcou 16 golos), ao Campeonato da Europa ao serviço da selecção portuguesa, ao Mundial de clubes e aos 16 prémios individuais que se sucederam a estas conquistas, com destaque para a Bola de Ouro, atribuída pela France Football e com 86 por cento dos votos. Impressionante? Sem dúvida, mas perfeitamente natural para alguém que se supera a si próprio a cada dia que passa e que faz de cada conquista uma nova alavanca de motivação.

 

“O ano maravilhoso” de 2016, durante o qual apontou 55 golos em 57 jogos, foi também “um ano de sonho”, que considerou mais tarde, aos microfones da RTP, “ser difícil de superar”, mas ao seu jeito lá atirou com um “tudo é possível”, quanto mais não seja “igualar”. Sempre sem esquecer a ajuda “de companheiros, quer do Real Madrid quer de Portugal, de treinadores, da família, do staff”, a quem fez questão de agradecer todas as vitórias colectivas e individuais bem como este prémio, que considerou “especial”, por ser simultaneamente o seu primeiro e também o quarto. E quanto a Fernando Santos, que viu Claudio Ranieiri vencer o prémio de melhor treinador do ano, ouviu o seu capitão atirar-lhe com um prometedor “Mister, fica para a próxima”.

 

Cristiano Ronaldo conquistou 34,54% dos votos, relegando Lionel Messi para a segunda posição (26,42%) e Antoine Griezmann para o terceiro lugar (7,35%), ou seja, somou mais votos do que os restantes dois nomeados juntos. O francês esteve presente na Gala de Zurique, o argentino não, tal como nenhum dos seus companheiros, para lamento do português (“Gostava que Messi e os jogadores do Barcelona estivessem aqui, mas entendo”).

 

O português já antes tinha subido ao palco para integrar o onze do ano da FIFA/FIFPRO, composto pelo guarda-redes Neuer, pelos defesas Daniel Alves, Piqué, Sérgio Ramos e Marcel, pelos médios Modric, Kroos e Iniesta e pelos avançados Cristiano Ronaldo, Suárez e Messi.

 

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